sábado, 31 de julho de 2010

Resconstrução do Eu!




Que abram-se as lixeiras,

Pois todo esse lixo

Estou jogando fora.



Medos,

Anseios,

Receios,

Dúvidas,

Orgulho,

Prazeres,

Sonhos,

Falsa Felicidade.



Jogo tudo fora,

E não temo.


Reavaliando princípios,

Percebo-me diferente dos demais, ou alguns.


Não é falsa modéstia,

Nem ao menos inadequação,

Gosto de pensar como uma estranha Sobriedade.



Tudo o que nos fazem pensar,

Escolher,

Toda essa história de sentimentalismo.


Sonhos que se busca,

Inatingíveis.


Todo sentimento experimentado,

Parece não conter uma indentidade,

Sem um propósito,

Uma visão difusa do real.


Tudo que reavailo,

Nada mais é do que ...

Lixo.



Então que se faça ocupar

Toda das lixeiras do meu Eu.


Que se faça retirar tudo,

Qualquer pensamento que mostre-me

Inferior ao que realmente sou.


Qualquer sentimento que faça-me sentir incapaz,

Verdades que se possa dizer mentindo,

Qualquer falsa verdade!


Quando comecei a acreditar em mim,

Destruí o que tinha de ilusão.

Incoscientemente descobri,

Que esperava muito do destino,

Contudo não caminhada ao encontro deste.


Ilusão solucionada,

Vivo hoje respondendo a impulsos racionais,

Não a uma incostante emocionalidade.



Cresci,

Amadureci,

Enxerguei-me.


Percebo diariamente que podemos ir,

Muito além do destino.


Devemos sim considerar e valorizar

Nossa Jornada,

Nosso viver,

Nossa sensibilidade.



Valorizo então cada momento como único,

Cada segundo como irrecuperável.


Tudo que faço e crio,

Toda a extensão e completude da minha vida,

Nada mais é,

Uma necessidade de encontra-me,

Necessidade de demostrar o quão gratificante

Pode ser lutar diariamente pela vida.


Do nascer até hoje,

Batalha diária repleta de ausências,

Dores,

Dificuldades.


As ferramentas encontradas,

Fizeram-me quebrar quaisquer bloco de concreto,

Superar as adversidades e viver!


Hoje,

Sonho em viver o hoje.

Penso no dia em que não possa produzir,

Em que não possa ajudar outrem.

Não tenho certeza o como me sentiria,

Contudo não temo,

Não evito pensar,

Mas o hoje é meu foco.


O Amanhã,

Os planos futuros,

As expectativas,

Deixo para avaliá-las

Quando puder ser observáveis.


Qunado partir,

Sim, isso vai acontecer.

Refiro-me a morte física,

Que um dia chegará,

Não a temo,

Pois a morte só é finalidade,

Para quem nada construiu quando vivo.

Tenho a certeza, que desde então

Deixo ensinamentos válidos

E exemplo de comportamentos.

Comportamentos racionais,

Que se confudem com a emoção de forma pacífica.


Na Lixeira,

Deixo o que não me acrescenta mais,

O que já fez parte de mim,

Porém não me preenche ou não me basta.


Em busca de novos sonhos,

Novas dificuldades,

Novas formas de descobrir e reinvertar quem sou.


"Suponho que me entender
Não é uma questão de inteligência e sim de sentir,
De entrar em contato...
Ou toca, ou não toca".
[Clarice Lispector]




[Fonte de Inspiração do texto: Filme - Poder além da Vida (Recomendo)]

Pensamento x Ação




Chuva porque vieste?


Só pra trazer contigo o vento frio,

A vontade de não agir,

Os pensamentos dúbios,

Aquele desejo de estar junto a alguém,

Fazer-me questionar uma estranha normalidade.


Chuva porque vieste?


Pra me sacudir,

Fazer-me fugir,

Limpar meus olhos,

Molhar-me com tua esperança.


Agora que vieste, não se vá!


Deixe-me ser digno de cada gota que me toca,

De cada reação do meu corpo,

Da inspiração que explicito,

Dessa vaga lembrança que me trazes do que seria,

A FELICIADE.

Minha Verdade. Fato!




“Eu escrevo,

Sem esperança de que o que eu escrevo,

Altere qualquer coisa.

Não altera em nada,

Porque no fundo,

A gente não está querendo alterar as coisas.

A gente está querendo desabrochar,

De um modo ou de outro”


[Clarice Lispector]

domingo, 25 de julho de 2010

De olhos abertos e coração pulsando razão

"Existem aproximadamente, 6.470.818.671 de pessoas.
 Não suportaria ser igual!
Caso aconteça,
melhor do que somar a estes tantos,
o ideal é subtrair-me junto aos iguais."
[R. Aquino]




Ainda sonolento,

Percebi uma tentativa de conformismo.

Surpreso,

Observei-me tentando adaptar-me.

Adaptar-me a algo que inconscientemente,

Direciona a uma transformação,

Notadamente sem volta,

Um outro Eu.



Acordo perplexo,

Sinto o quanto este conceito,

Sentimento,

Ou um conjunto de comportamentos,

São persuasivos.

Logo busco manter-me lúcido,

Indiferente,

Mantendo uma distância segura.



Acredito que os mais espertos,

Apenas os mais observadores,

Tenham notado.

Falo de um desaparecimento gradual da individualidade.



Noto que quando falamos de sucesso,

É proposto apenas um caminho.

Felicidade?

Poucos podem conquista-la.

Amor?

Apenas um tipo de relacionamento.



Noto que o correto é pensar,

Agir e acreditar de forma igualitária.

Será que consigo fugir?



É-nos imposto um padrão de personalidade,

Como se a cada dia estivéssemos mais presos,

Acorrentados ao que é “normal”,

“Aceitável”,

“Justo”.



Uma realidade na qual o “diferente”,

Sim, o DIFERENTE,

O inesperado de um Ser,

De um gesto,

De um pensamento,

Não possa trazer para quem expressa,

Satisfação!



Estupefato,

Ao ver a defesa dos que usam um padrão,

Este, imposto e obedecido pelo sistema,

Sociedade,

Família,

Enfim, uma grande maioria.



Será que o receio à verdade,

O medo do confronto das opiniões,

O drama provocado pelas relações inconvenientes,

Limita o comportamento?

Limita o pensar?

Limita o ser você?



Há uma irreal sensação de que todos estão certos,

Por isso segui-los é o único caminho.



Por sorte,

Sim por extrema sorte,

Estava o tempo todo acordado.

Enquanto acordado,

Aprendi a ser quem Eu sou,

Este me satisfaz.



Não é uma satisfação prepotente,

Narcisista,

Apenas, uma gratificação as diferenças.

Inquietar-me-ia ser igual,

Notar-me com receio ao erro,

Ao novo,

Aos atritos.



Não pretendo ser revolucionário,

Apesar de achar que posso.

Não é minha intenção,

Desconectar-me do sistema imposto,

Não.

Apenas adaptar-me sem perder o que de mais valioso guardo,

Meus Princípios.

domingo, 11 de julho de 2010

Batalha no Inconsciente


















Naquele dia,

Naquele momento,

Ecoavam gritos de uma batalha,

De uma discussão.


Um entrave sem ganhadores,

Tampouco perdedores,

Apenas momentos de reflexão.

O diálogo era intrigante,

As acusações fortes,

Entretanto a defesa fazia-se eficaz.


Escutava-se ao longe:


- O que fazes?

Não sabes onde ir,

Muito menos o que deves fazer.

Por isso a dúvida,

Como também toda a angústia.

Ajudaria saber do futuro?

Mais o que fazes do teu presente?


- Não sabes o que falas!

Mas devo admitir,

Que não estas de todo errado.

Existem dúvidas,

Mais o que seria da certeza,

Sem a leve sensação de estar errado.

Meu presente é minha vida,

São oportunidades,

É a ousadia de caminhar sem destino.

Não vais me fazer desistir,

Desta estranha felicidade.


- Vês o quanto incompetente és?

Não consegues ao menos dar passos certos,

Neste caminho tortuoso.

Tens que sofrer,

Aprender e sofrer novamente.

Comete erros simplórios,

Todos esses já conhecidos,

Que poderiam ser evitados,

Contudo, tua ingenuidade te trai.


- Não temo o erro,

Tampouco o sofrimento!

Minha maturidade hora tão contestada,

Um dia poderá ser louvada.

Sou fruto de erros,

Estes que me trouxeram ensinamentos únicos.

Minha inquietude, faz de mim,

Um alguém respeitado por viver.

O que poucos ousam realizar.


- Admirável a determinação.

Entretanto meu dever é avisar,

Alertar,

Fazer-te perceber que poderia ser diferente.


- Admiro sua força de vontade,

Em fazer o outro desistir sem tentar.

Percebo tudo a minha volta,

Sou sensível a tudo de forma diferenciada,

Isso me faz viver,

Isso me faz querer sempre ser e expor o melhor de mim mesmo.


- Se surgir o arrependimento?

Perderás muito dos passos que destes,

E acabarás mais uma vez,

Na dúvida.


- A única certeza que posso ter neste momento,

É que vale a pena arriscar-se,

Ousar,

Viver este sentimento.

Vivo o hoje,

Através do que o ontem me proporcionou.

O amanhã,

De qualquer forma,

Sempre vai ser dúvida.


- Então,

Se é assim que queres,

Abre as asas e voa.


- Se eu cair,

Ajuda-me novamente?


- Esse é meu dever!


Naquele dia,

Tomaram-se atitudes impulsivas,

Repletas de confiança e esperança,

De que poderia ser a ultima escolha a se fazer.

E logo o dia se fez mais alegre,

Embora saibamos que nem todo dia é dia de sol

E nem toda noite é de luar e estrelas.


"Não quero ter a terrível limitação
De quem vive apenas o que é possível de fazer sentido"
[Clarice Lispector.]

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Incertezas
















Da minha inquietude,

Retiro as mais novas reflexões,

Que pode apenas ser uma breve indignação com o presente,

Como também uma satisfação pela vivência do passado.



Tudo o que trago,

Sem dúvida é reflexo do que vivenciei.

Tudo que transmito,

É buscando tocar o outro

Com o que já é perceptível aos meus olhos,

Que outrora será também aos seus.



Tento fugir,

Mais não consigo esconder-me

Deste questionamento cada vez mais perturbador,

Cada vez mais presente e sufocante.



Isso é tudo que sempre quis?



Como pode ser tão abrangente,

Entretanto tão específica ao mesmo tempo tal questão.



Minha singular superficialidade,

Faz-me particularmente impotente...



De tudo que não consigo manipular,

Ou de algum modo solucionar.

É presente a dor com uma brisa leve,

Sendo assim, suportável,

Que se dissipa através de uma mutação de “esperanças”.



Este plural,

Outrora poderia ser singular,

Mais hoje não me basta mais singularidades,

Pois a pluralidade da sentindo a tudo,

A certeza,

A dúvida,

A construção.



Receios são conscientes,

De estar tudo certo,

Ou simplesmente tudo catastroficamente errado.


"Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade.
Como se agora este pobre,
Este único,
Este efêmero instante do mundo
Estivesse pintado numa tela,
Sempre!"
[Mario Quintana]

Explicações!










Até 2009, mais precisamente 14/02/2009, usava a ferramenta do Blog para expressar sentimentos, pensamentos e histórias pessoais e fictícias através de versos, palavras, imagens, enfim, qualquer forma de expressão!

Por alguns motivos, busca de outros focos, pouco tempo e intimidação, deixei de postar no http://www.recipietedosmeusdevaneios.blogspot.com/

Para os amigos, curiosos e afins, ficou uma lacuna (visto comentários destes), pois através do Blog, todos os que me acompanhavam de alguma forma compreendiam meus pensamentos, minha forma de ver a realidade (ou irrealidade), assim, estando mais próximos e íntimos, como também me sentia através dos vários feedbacks.

Hoje, com alguns aspectos mais estabelecidos e a natural necessidade de expressar da forma que vejo/penso/sinto volto a postar poeticamente ou não através deste novo Blog. Atualizando sempre que possível, trazendo novos conceitos, uma forma literária mais amadurecida, expondo os frutos criativos não publicados neste período sem Blog, como também trazendo os textos mais comentados no antigo blog para que os novos visitantes também possam compartilhar um pouco dos devaneios passados.

Sejam bem vindos.

Último Blog 37.540 visitações, mais de 100 comentários publicados no site, aproximadamente 100 publicações!


Não espero agradar a todos, mais o que for publicado, pode ter certeza que surpreendeu a mim mesmo, isso já é o suficiente!