
Sempre que brilha a lua acolá,
Pergunto-me onde e o que deves estar a fazer?
Não que seja importante e necessário,
Porém,
Essa insegurança me domina.
O que me intriga,
É saber que seus pensamentos,
Já não entram mais em sintonia com os meus.
Entristece-me,
Perceber que por mais consciente,
Por mais realista que for,
É inevitável à dor por momentos.
Contudo,
A solidão não mais me angustia.
Não ter vivenciado o prometido,
Não estar ao seu lado,
Tampouco é sinal de desistência,
Muito menos de falta de sentimento,
Tornou-se escolha mútua.
Tenho certeza que sempre se tem um pouco do outro,
Logo o outro um pouco de nós.
A tristeza é momentânea
No coração daqueles que perdem,
Contudo,
Faz dessa, aprendizado.
Por favor,
Não me faça acreditar
Que o tempo cura,
Resolve,
Esclarece.
Não me empurre suas verdades,
Como sendo minhas.
Não,
Tenho minhas próprias verdades,
Elas no momento me bastam,
Me orientam.
Não,
O tempo não ajuda.
Este, nada mas é que resposta para os inseguros,
Conforto para os acomodados,
Falsa esperança aos iludidos.
O tempo me seca,
Tira-me os sonhos,
Destrói as expectativas.
O tempo é desculpa,
É apoio,
É muleta.
Não confunda o tempo
Com o ato de viver.
Viver é eterno,
É sentido,
Marcado,
Explícito,
É fato.
E o tempo?
O tempo é acompanhante.
Por isso,
Devemos deixar o comodismo de lado,
Dar menos importância ao tempo,
Este ator coadjuvante.
Voltemos a reverenciar o ator principal,
O ato de viver,
Errar,
Aprender e transmitir,
Dia após dia.
" Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e viver com ousadia,
Pois o triunfo pertence a quem mais se atreve,
Pois a vida é muito para ser insignificante"
[Charles Chaplin]

