quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Perguntas sem respostas!




Sempre que brilha a lua acolá,

Pergunto-me onde e o que deves estar a fazer?



Não que seja importante e necessário,

Porém,

Essa insegurança me domina.



O que me intriga,

É saber que seus pensamentos,

Já não entram mais em sintonia com os meus.



Entristece-me,

Perceber que por mais consciente,

Por mais realista que for,

É inevitável à dor por momentos.



Contudo,

A solidão não mais me angustia.



Não ter vivenciado o prometido,

Não estar ao seu lado,

Tampouco é sinal de desistência,

Muito menos de falta de sentimento,

Tornou-se escolha mútua.



Tenho certeza que sempre se tem um pouco do outro,

Logo o outro um pouco de nós.



A tristeza é momentânea

No coração daqueles que perdem,

Contudo,

Faz dessa, aprendizado.



Por favor,

Não me faça acreditar

Que o tempo cura,

Resolve,

Esclarece.



Não me empurre suas verdades,

Como sendo minhas.



Não,

Tenho minhas próprias verdades,

Elas no momento me bastam,

Me orientam.



Não,

O tempo não ajuda.

Este, nada mas é que resposta para os inseguros,

Conforto para os acomodados,

Falsa esperança aos iludidos.



O tempo me seca,

Tira-me os sonhos,

Destrói as expectativas.



O tempo é desculpa,

É apoio,

É muleta.



Não confunda o tempo

Com o ato de viver.

Viver é eterno,

É sentido,

Marcado,

Explícito,

É fato.



E o tempo?



O tempo é acompanhante.



Por isso,

Devemos deixar o comodismo de lado,

Dar menos importância ao tempo,

Este ator coadjuvante.



Voltemos a reverenciar o ator principal,

O ato de viver,

Errar,

Aprender e transmitir,

Dia após dia.



" Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e viver com ousadia,
Pois o triunfo pertence a quem mais se atreve,
Pois a vida é muito para ser insignificante"

[Charles Chaplin]

domingo, 8 de agosto de 2010

Aos Pais!




Bom Dia a todos,
Feliz Dia dos Pais!

Infelizmente,
Não posso abraçar e parabenizar o meu,
Pois ele já se foi.

Contudo,
Este dia,
Não é um dia triste,
Mas sim, de lembranças!

Lembranças estas,
Que não me deixam confundir saudade de tristeza.

A saudade,
É um sentimento gostoso,
Apesar de nostálgico e de não se fazer presente,
Muitas vezes,
A pessoa a qual direcionamos tal sentir.

As lembraças que ficam,
Marcam de forma positiva,
Engraçada,
Cômica, porque não!

Visto que concluimos ao lembrar,
Que quem as deixou,
Foi marcante,
Singular,
Especial.

Lembranças como as do tipo:
"o que vou dar a meu pai se estou sem grana?";
"será que pedir dinheiro a ele para comprar algo fica chato?";
"em que restaurante lotado vamos almoçar hoje?";
"Será que ele vai gostar da camisa ou se acertei no tamanho?";
"Será que uma caneta ou um lenço tem utilidade".

Enfim,
Lembranças gostosas como já havia mencionado.
Hoje, ao estar presente tais, não com lágrimas,
Mas com sorrisos,
Quase gargalhadas,
As percebo virem e disipar-se.

Assim,
Homenageio meu Pai,
Meu velho,
"meu heroi, meu bandido".

Com o estranho,
Porém, confortante sentimento de que ele me vê,
Me apoia,
Orgulha-se do homem ao qual me formei,
Das minhas escolhas e dos meus princípios.
Sabio de que tem parcela de "culpa" nesta construção,
Talvez não a maior,
Mas que tem sim tal responsabilidade!

Feliz Dia dos Pais a todos,
Aos que podem ou não abraçar os seus!


http://www.youtube.com/watch?v=zgo8kX0EQyg

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Constante Inquietude




Não é necessário ser um grande observador,

Muito menos vidente,

Todos veem nos meus olhos

Que existe um anseio que nem eu mesmo consigo explicar.



Algo inconsciente existe,

Ou que conscientemente forço em deixá-lo adormecido.



Me intriga,

Absorve-me,

Leva aos poucos a esperança de dias melhores,

Ao menos diferentes do hoje.



Por que então ser indiferente a este sentimento?



Talvez,

Na esperança que este desapareça,

Que o tempo me traga as respostas,

De dúvidas inquietantes,

Da completude do que me falta.



Torno-me repetitivo,

Dia após dia.



Fico a espera,

Dono de uma esperança até então inabalável,

Concreta e inquestionável.

Na expectativa, de que ao fim deste devanear

O final seja feliz.



Contudo,

O que claramente se mostra,

Não é o final desejado,

Mas sim o esperado.



Este, desejo dos observadores,

Curiosos,

Maldosos,

Inquietos.



O esperado não me cabe,

Não me conforta,

Só me entristece.



Busco o diferente,

O inatingível.



Aos olhos dos outros,

Este caminho tortuoso.

Aos meus,

Não é desmotivador,

Tampouco inatingível,

Torna-se objetivo

A partir do momento que demonstro querer.



O que todos esperam é o que quero que nunca aconteça.

Entretanto,

Ainda existe um anseio que nem eu mesmo consigo explicar.



Este sentimento,

Rouba-me expectativas,

Rouba-me pensamentos lindos,

Vibrantes,

Rouba-me sonhos.



Sonho diário,

Que no amanhã tudo será pouco comum,

A igualdade tornar-se-ia diferenças,

Os tons Cinza transformar-se em vermelho,

Enfim, o todo apresentar-se menos triste,

Ou menos conformado.



Mais algo me diz que não vai ser assim,

Ou pelo menos não tão rápido.



Muito desta inquietude

É culpa do tempo,

Tempo este que duplamente me desampara,

Pois as horas ao lado são segundos,

Mas os segundos na ausência é a eternidade.



Tempo que não me deixa escolha,

Pois quanto mais se passa o tempo

Meus sonhos,

Tornam-se mais sonhos,

Nunca realidade.



O fato é,

Existe um anseio que nem eu mesmo consigo explicar.



Tudo que poderia expressar

Já foi transmitido,

A reciprocidade esperada,

Existe.



Esta se apresenta de forma estimulante,

Que me surpreende a cada dia,

Que me faz desejar,

Pensar,

Querer,

Uma só pessoa,

Um só sonho,

Uma só realidade.



Entre tantas escolhas,

Uma só me basta.



Mais eis que o anseio que nem mesmo eu sei explicar,

Não desaparece.



Muitas vezes o caminho para se chegar a um ideal,

Pode, ou deve ser atribulado.

A meu ver,

Para que as pessoas valorizem suas conquistas.

Que estas, aprendam

Que o real valor do viver, esta na escalada,

Não somente na bela vista de cima da montanha,

Existe uma completude,

Pois a bela paisagem final

É a recompensa da força destinada à chegada.



Luto dia após dia,

Para que o esforço de cada centímetro,

Pedra,

Barreiras superadas,

Não sejam em vão.



O que se construiu,

Não pode transformar-se apenas em lembranças.

Talvez seja esse meu anseio até então,

Inexplicável.



O medo de ter lutado contra tudo,

Contra todos,

Contra meus próprios anseios

E ao final descobrir

Que estava lutando sozinho.


“Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto.”
[Mahatma Gandhi]