quinta-feira, 8 de julho de 2010
Incertezas
Da minha inquietude,
Retiro as mais novas reflexões,
Que pode apenas ser uma breve indignação com o presente,
Como também uma satisfação pela vivência do passado.
Tudo o que trago,
Sem dúvida é reflexo do que vivenciei.
Tudo que transmito,
É buscando tocar o outro
Com o que já é perceptível aos meus olhos,
Que outrora será também aos seus.
Tento fugir,
Mais não consigo esconder-me
Deste questionamento cada vez mais perturbador,
Cada vez mais presente e sufocante.
Isso é tudo que sempre quis?
Como pode ser tão abrangente,
Entretanto tão específica ao mesmo tempo tal questão.
Minha singular superficialidade,
Faz-me particularmente impotente...
De tudo que não consigo manipular,
Ou de algum modo solucionar.
É presente a dor com uma brisa leve,
Sendo assim, suportável,
Que se dissipa através de uma mutação de “esperanças”.
Este plural,
Outrora poderia ser singular,
Mais hoje não me basta mais singularidades,
Pois a pluralidade da sentindo a tudo,
A certeza,
A dúvida,
A construção.
Receios são conscientes,
De estar tudo certo,
Ou simplesmente tudo catastroficamente errado.
"Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade.
Como se agora este pobre,
Este único,
Este efêmero instante do mundo
Estivesse pintado numa tela,
Sempre!"
[Mario Quintana]
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