domingo, 11 de julho de 2010

Batalha no Inconsciente


















Naquele dia,

Naquele momento,

Ecoavam gritos de uma batalha,

De uma discussão.


Um entrave sem ganhadores,

Tampouco perdedores,

Apenas momentos de reflexão.

O diálogo era intrigante,

As acusações fortes,

Entretanto a defesa fazia-se eficaz.


Escutava-se ao longe:


- O que fazes?

Não sabes onde ir,

Muito menos o que deves fazer.

Por isso a dúvida,

Como também toda a angústia.

Ajudaria saber do futuro?

Mais o que fazes do teu presente?


- Não sabes o que falas!

Mas devo admitir,

Que não estas de todo errado.

Existem dúvidas,

Mais o que seria da certeza,

Sem a leve sensação de estar errado.

Meu presente é minha vida,

São oportunidades,

É a ousadia de caminhar sem destino.

Não vais me fazer desistir,

Desta estranha felicidade.


- Vês o quanto incompetente és?

Não consegues ao menos dar passos certos,

Neste caminho tortuoso.

Tens que sofrer,

Aprender e sofrer novamente.

Comete erros simplórios,

Todos esses já conhecidos,

Que poderiam ser evitados,

Contudo, tua ingenuidade te trai.


- Não temo o erro,

Tampouco o sofrimento!

Minha maturidade hora tão contestada,

Um dia poderá ser louvada.

Sou fruto de erros,

Estes que me trouxeram ensinamentos únicos.

Minha inquietude, faz de mim,

Um alguém respeitado por viver.

O que poucos ousam realizar.


- Admirável a determinação.

Entretanto meu dever é avisar,

Alertar,

Fazer-te perceber que poderia ser diferente.


- Admiro sua força de vontade,

Em fazer o outro desistir sem tentar.

Percebo tudo a minha volta,

Sou sensível a tudo de forma diferenciada,

Isso me faz viver,

Isso me faz querer sempre ser e expor o melhor de mim mesmo.


- Se surgir o arrependimento?

Perderás muito dos passos que destes,

E acabarás mais uma vez,

Na dúvida.


- A única certeza que posso ter neste momento,

É que vale a pena arriscar-se,

Ousar,

Viver este sentimento.

Vivo o hoje,

Através do que o ontem me proporcionou.

O amanhã,

De qualquer forma,

Sempre vai ser dúvida.


- Então,

Se é assim que queres,

Abre as asas e voa.


- Se eu cair,

Ajuda-me novamente?


- Esse é meu dever!


Naquele dia,

Tomaram-se atitudes impulsivas,

Repletas de confiança e esperança,

De que poderia ser a ultima escolha a se fazer.

E logo o dia se fez mais alegre,

Embora saibamos que nem todo dia é dia de sol

E nem toda noite é de luar e estrelas.


"Não quero ter a terrível limitação
De quem vive apenas o que é possível de fazer sentido"
[Clarice Lispector.]

Um comentário:

  1. Legal.. parabéns ai pela iniciativa do blog...
    Adoei a frase da Clarice Lispector :)

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